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sexta-feira, 7 de março de 2025

LIVINHA E OS PEIXINHOS


Livinha e os Peixinhos

Livinha era uma menininha levada, faladeira e muito inteligente.

Certo dia, foi com sua mãe visitar a avó. Assim que chegaram, a menina avistou um aquário muito bonito e ficou encantada.

— Vovó, dessa eu bincá com os pessinhos? — perguntou, com os olhos vidrados nos peixinhos coloridos.

— Não pode, meu amor, senão eles morrem.

Livinha franziu a testa.

— Que é iiixo, vovó?

— Que isso, o quê, benzinho?

— Molem.

A avó sorriu, compreendendo a dúvida da neta.

— Ah… você quis dizer "morrem"! As pessoas e os animais, quando morrem, vão para o céu. Viram Anjinhos...

A menina arregalou os olhinhos.

— É… Vai nacher ajinha neles?

— Você quis dizer "vai nascer asinha neles", não é? É quase isso, minha netinha linda!

— Mamãe… eu tabém quelo ir pu xéu!

A mãe riu e a abraçou.

— Filhinha, tudo tem sua hora, meu amor.

Para distraí-la, pegou alguns brinquedos que trouxera e os deu para Livinha brincar, enquanto ia ajudar a terminar o almoço na cozinha. A menina se entretinha com os brinquedos, mas não tirava os olhos do aquário. Até que, brincando com massinha, sujou as mãos e quis lavá-las.

— Mamãe, quelo lavá a mãojinha.

— Filha, mamãe também está com as mãos sujas. Vai ali no tanque lavar as suas, tá bom?

A avó completou:

— Tem uma caixa de sabão em pó no banquinho, pode pegar.

Era tudo que Livinha queria! Independente como era, lavou as mãozinhas e, de repente, teve uma ideia.

— Cabei de lavá a mãojinha… agola vô, dei um banhinho na minha filhinha (a boneca). Há… vô dei tabém um banhinho nos pessinhos. — sussurrou animada.

Alguns minutos se passaram e a mãe estranhou o silêncio.

— Mãe, você não acha que tá um silêncio sepulcral? Vou ver o que essa menina está aprontando.

Chegando perto do aquário tomou aquele susto, tinha espuma para todos os lados, incluindo o carpete da sala e todos os seus brinquedos que estavam ao chão. Quanto ao peixinhos morreram afogados... só que na espuma. 


Fim

*ALEXANDRE M. BRITO* 



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