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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ASTOLFO PULOU A CERCA

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Astolfo Pulou a Cerca

Todos estavam à procura de Astolfo. Olharam dentro e fora da casa, mas nada do cachorro.

— Eu vi ele olhando muito pra casa do vizinho ao lado — disse Marieta, a nova empregada de Gertrudes.

— O seu Inocêncio? — perguntou Gertrudes.

— Não sei... ainda não conheço os vizinhos.

Os três seguiram até a casa do vizinho, e Aristeu tomou a frente:

— Boa tarde, seu Inocêncio... O senhor viu o Astolfo por aí?

— Vi! — respondeu o homem, visivelmente irritado. — Ele tomou um banho e agora tá fazendo um lanchinho antes de ir embora.

Gertrudes franziu a testa.

— Como assim?

— Vou explicar... Esse seu cachorro pulou a cerca novamente e está atracado com a Lucrécia no quintal! Minha cadela é de raça pura, dona Gertrudes! Se nascer filhote vira-lata, vão todos pra sua casa, ouviu bem?!

Gertrudes deu uma gargalhada.

— Seu Inocêncio, quem tem suas cabras que as prendam, porque meu bode tá solto!

O vizinho ficou vermelho e disse!

--- Você está Maluca?!

— Eu vou é matar esse vira-lata!

— Aristeu, você não vai tomar nenhuma atitude?

— Mas, mas...

— Que “mas, mas” o quê, Aristeu! O homem me chamou de maluca!

— É que...

— Cala a boca, Aristeu! Eu é que vou quebrar a cara desse cretino!

— Me larga, Aristeu!

— Mas eu não tô te segurando...

— Então vai você e quebra a cara dele!

— Mas, mas...

Inocêncio cruzou os braços e debochou:

— Podem vir todos! São três frouxos!

Foi a gota d’água para Marieta (a empregada), que virou bicho.

— O quê?! Frouxo é tua mãe, seu safado!

E partiu pra cima do homem, dando unhadas e puxando seus cabelos. Aristeu tentou apartar a briga, mas logo levou um soco no olho. Quanto mais Inocêncio tentava se livrar da empregada, mais batia em Aristeu. O coitado só apanhava. Só foi salvo quando os vizinhos intervieram.

— Mas, mas... foi ela quem começou! Eu não fiz nada, seu Inocêncio! — dizia Aristeu, nervoso.

O vizinho se ajeitou e resmungou:

— Não sou covarde, não bato em mulher.

— Ai, ai, ai... Cadê a Gertrudes?

— Não sei, patrão. A última vez que a vi, foi quando ele me chamou de frouxa.

Voltaram para casa. Aristeu, todo quebrado; Marieta, furiosa.

— Meu primeiro dia de trabalho e já me acontece isso! — resmungou a empregada.

— Gertrudes, eu vou morrer! Chama um médico! — gemia Aristeu.

— Deixe de ser dengoso, não foi nada!
--- respondeu Gertrudes, sem paciência.

Então, Marieta arregalou os olhos.

— O Astolfo! Ele ficou lá! Aquele doido vai matar o bichinho!

Gertrudes cruzou os braços e, com um sorriso cínico, disse:

— Astolfo já está em casa desde a hora que cheguei. Quando viu que o homem estava bravo, pulou a cerca de volta. Ele é igualzinho a mim: não gosta de confusão.


Fim

*ALEXANDRE M. BRITO*



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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A MAMÃE É BISCATEIRA - Humor

"Benemérita do Rêgo Grande" era uma tremenda “prostiranha”, não podia ver um homem que queria arrumar um dinheiro. Mulher bonita de cabelos longos, siliconada e bumbum arrebitado, porém, muito sem vergonha! Seu filho, já crescidinho, morava com seu pai, porque a mãe não dava a mínima para o moleque.

- Papai a mamãe cada dia que passa se veste mais esquisito e fica com as pernas de fora. Eu não gosto de andar com ela na rua porque todos os homens que passam a chamam de gostosa. Meus amigos dizem que ela ganha dinheiro rodando bolsinha. É verdade?
Apesar de não viver junto com ela há algum tempo e já estar desconfiado de sua profissão o pai não queria difamá-la com o filho.
- Claro que não, filho, como ela agora está solteira e é muito bonita os homens ficam dando em cima, mas é só isso.
- Os homens ficam dando em cima dela? Não é isso que os pais de meus colegas falam pra eles.
- E o que os pais dos seus colegas falam para eles, filho?
- Eles falam que ela é que fica dando em cima deles. Um amiguinho meu falou que além dela dar em cima dos homens, ela também dá para os homens. Não entendi, papai, o que é que ela dá para os homens?
- Filho, deixa isso pra lá... Afinal de contas o que importa é que ela te ama.
- Ela me ama? Ela da tudo para os homens e não dá nada para mim. Nem para o senhor, não é papai? Por que ela foi embora e largou a gente aqui?

O coitado do filho sentia muita falta de sua mãe e fazia muitas perguntas. O pai muita das vezes ficava sem saber o que dizer.
Certa vez o garoto chegou chorando e dizendo que as crianças da escola implicavam muito com ele e chamavam sua mãe de Quenga e Meretriz.
- Essas crianças não sabem nem o que é isso, filho. – disse o pai.
- Mas os pais deles o ensinam. Eu é que não sei papai. O senhor não me ensina.
O pai já não agüentava mais aquela situação e resolveu procurá-la.
- Olha, eu não quero me meter mais em sua vida, acontece que você fica fazendo seus programas aqui por perto e os coleguinhas do nosso filho o ficam zombando.
- Que programa? Cara, você está maluco! – falou a mulher gritando.
- Não precisa gritar... Como te falei, não quero saber da sua vida, vim aqui numa boa. Então me diga o por quê dos pais dos coleguinhas de nosso filho ficarem falando um monte de coisas de você para eles? Inclusive, no outro dia, ele chegou em casa chorando e dizendo que estavam te chamando de Quenga e Meretriz! O garoto está sofrendo com isso.
- Isso é “intriga da oposição”, eu não faço programas. A propósito, você não deveria me dar uma pensão? 
- O que!? Eu é que seguro todas as despesas do garoto, inclusive, escola, alimentação, vestimento, remédio. E você não dá uma ajuda sequer.
- É por isso que tenho de me virar. – disse ela caindo em contradição.
- Se virar com o sexo, né?
O homem saiu de lá muito pra baixo, afinal, não resolvera nada. Ele só confirmara que sua ex-esposa era uma tremenda “biscate” e uma profissional do sexo. E o pior é que ele tivera a certeza que ela também servia "marmita" para a maioria dos pais das crianças da escola de seu filho.
- Pistoleira, isso que ela é, atira para todos os lados. – dizia ele.
Ficou alguns dias a pensar naquela situação, afinal, não sabia o que fazer. Pensou em tirar o garoto daquela escola, mas os outros colégios ficavam muito longe e também não tinha quem o levasse. Resolveu ir à escola e expor toda a situação para a direção.
Passado alguns dias houve uma reunião no colégio e a Diretora pediu aos pais que conversassem com seus filhos e os explicassem que não deveriam ficar falando aquelas coisas. E que o garoto já estava até tendo acompanhamento psicológico por causa daquele ocorrido. E falou também, que os pais é que ficavam incitando os filhos a falarem aquilo.
Com o passar do tempo o pai estava sentindo bastante melhora no garoto, afinal, o que foi falado na reunião, junto com o trabalho do psicólogo, parece que valeu a pena.
Um dia o menino chegou todo sorridente e falou:
- Papai, papai! Os colegas pararam mesmo de ficar dizendo aquelas bobagens. Agora eles falam outras coisas, mas...deixa pra lá, papai.
- Ué, agora fiquei curioso, você não quer me contar?
- Posso até contar... eu até gosto quando eles falam aquilo.
- Então fala!
O menino encheu o peito e falou todo orgulhoso.
- A maioria dos pais dos meus colegas disseram para eles não falarem mais aquilo e também pra me pedirem desculpas.
- Legal, filhão! Mas e agora o que eles falam?
- Os meninos o chamam de “Corno Manso” e as meninas me chamam de Boiolinha da classe. Legal não é, Papai?

Fim

ALEXANDRE M. BRITO 





QUANDO A MORTE VALE A PENA


Quando a Morte Vale a Pena

Aristeu acabara de receber a pior notícia de sua vida. O médico pedira que ele levasse um familiar ao consultório, mas, teimoso como era, insistiu para saber o motivo ali mesmo.

O doutor suspirou e explicou:

— Eu pedi para trazer um parente porque o tratamento pode ser pesado. Alguns pacientes sentem enjoo, tontura... A família precisa estar ciente das limitações.

Saiu do consultório arrasado. Estava com câncer e, pelo que entendeu, tinha apenas seis meses de vida.

Entrou no carro e chorou. Chorou muito. Ficou ali, pensando em como seriam seus últimos meses.

Quando chegou em casa, passou direto pela esposa, cabeça baixa, e se trancou no quarto. Gertrudes estranhou. Ele sempre a beijava ao chegar. Preocupada, foi atrás dele.

— Meu amor, o que houve? Você passou e nem me olhou.

— Nada, mulher. Me deixa em paz.

Chateada, ela não insistiu.

Dias depois, Aristeu estava mais conformado. Conversou com seu amigo Dudu, o único a saber da doença.

— Aproveita a vida, meu amigo — aconselhou Dudu. — Faz tudo que sempre quis fazer. O resto... deixa nas mãos de Deus.

— É... tem razão. Mas também preciso pensar na minha família. Quando eu morrer, vão passar aperto.

De cara, fez um seguro de vida. Depois, pegou o maior empréstimo que conseguiu no banco. Chegou em casa, pegou a esposa e o cartão de crédito, e a levou para uma loja de eletrodomésticos.

— Compra tudo o que precisar!

Gertrudes quase desmaiou de felicidade.

— Mas o que houve, meu amor? Você ganhou na loteria? Sempre foi pão-duro e agora tá esbanjando desse jeito?

Ele sorriu.

— Foi quase isso... Recebi um dinheiro inesperado no trabalho. E também ganhei no bicho.

"Defunto não tem dívida mesmo..." — pensava ele.

Mas Aristeu não queria só ajudar a família. Também queria aproveitar. Começou a chegar tarde, beber sem limites e aprontar.

— Dudu, bora naquele inferninho lá do centro? Tô a fim de pegar umas minas.

— Cara, tá pegando pesado, hein. Você está bem? Tem tomado os remédios direitinho?

— Pra quê? Se vou morrer mesmo, que pelo menos eu seja feliz!

Dudu deu de ombros.

— Bem... já que é assim, vamos pra night!

Ainda naquela noite, após Aristeu sair do quarto do "Inferninho" com duas mulheres, Dudu o puxou pelo braço e perguntou:

— Aristeu, me diz uma coisa: você usou camisinha?

— Pra quê? Vou morrer mesmo! — E soltou uma gargalhada.

— E sua esposa, seu estúpido?!

Aristeu mudou de assunto rapidamente:

— Preciso arrumar dinheiro. Quer ir comigo?

— Ué, arrumou trabalho noturno?

— Quase... Um trabalhinho especial.

Dudu estreitou os olhos.

— Aristeu... Que volume é esse na tua cintura?

— Deixa pra lá, amigo.

Dudu preferiu não acompanhar. Estava sentindo que aquilo não ia acabar bem.

O Novo "Emprego"

Aristeu conheceu um dono de ferro-velho que pagava bem por carros roubados.

— Vou garantir um bom dinheiro pra minha família. Depois posso morrer em paz!

Mas a vida do crime não era bem sua praia. Na primeira tentativa, disparou o alarme do carro e teve que correr.

Pega ladrão! Pega ladrão! — gritava o dono do veículo.

Na segunda, tentou roubar um carro automático e não conseguiu nem sair do lugar.

— Quem foi o infeliz que inventou esse tipo de carro?!

Na terceira, quase morreu de verdade: levou um tiro de raspão na orelha.

Putz, por pouco não bati as botas antes do prazo!

As dores aumentaram. Voltou ao médico, que lhe deu uma bronca monumental.

— O senhor abandonou o tratamento?! Tá louco?!

Após uma nova bateria de exames, o médico o chamou ao consultório.

— Sr. Aristeu, sente-se. Quem lhe falou que seu tumor era maligno?

— O senhor! E disse que eu só tinha seis meses de vida!

O médico arregalou os olhos.

— Não, Aristeu! Seu tumor é benigno! Eu disse que você teria seis meses de tratamento!

Aristeu empalideceu.

— O quê?! Então eu não vou morrer?!

— Não... Mas agora vai precisar de mais seis meses de tratamento, porque seu quadro piorou.

A boca de Aristeu ficou seca.

— Doutor... O senhor não explicou direito. Fiz seguro de vida, estou atolado em dívidas, virei ladrão, quase morri com um tiro e... posso estar aidético! Passei doença pra minha patroa! E agora a polícia deve estar atrás de mim!

O médico coçou a cabeça.

— Ihhh, acho que a doença afetou sua mente... Vou encaminhá-lo a um psiquiatra.

Foi a gota d’água. Aristeu voou no doutor, para lhe dar uns tabefes, porém acabou no hospital todo quebrado. O Médico era lutador de Artes Marciais.

Mais tarde...

Gertrudes, por sua vez, acabou descobrindo toda a verdade, comunicou o sistema penal que além dos remédios para o trauma, ele tinha que tomar também os remédios, na qual, resultou em todos esses problemas. Aristeu virou um paciente exemplar... no hospital penitenciário.


Fim

*ALEXANDRE M. BRITO*


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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ENTERRANDO O DEFUNTO ERRADO.


Enterrando o Defunto Errado

Aristeu e Gertrudes se arrumavam para ir ao enterro de um amigo. Aristeu, com sua lerdeza habitual, ainda estava no banheiro fazendo a barba quando Gertrudes apareceu impaciente.

— Anda logo, homem! Já estamos atrasados!

— Calma... Ai! — Ele se cortou com a lâmina. — Viu o que você fez? Me assustou!

— Deixa de ser mole. Já estou pronta faz mais de uma hora, e você nem banho tomou!

— Você fala demais e me atrapalha... Comigo tem que ser tudo devagar, gosto de fazer as coisas direito.

Duas horas depois, finalmente saíram de casa.

— Vê se acelera esse carro, já estamos muito atrasados!

— Filha, automóvel é comigo mesmo. Deixa comigo.

— É, né? Da última vez que você saiu apressado, arranhou a lateral do carro na garagem!

No caminho, caíram num buraco e estouraram um pneu. Depois, Aristeu avançou um sinal e levou uma multa. Quando finalmente chegaram ao cemitério, Gertrudes já estava bufando.

— Nunca mais! Da próxima vez, venho de táxi!

— Tá reclamando de quê? Tenho culpa se o pneu furou e o guarda me parou?

— Claro que tem! O pneu estourou porque você mirou no buraco! E o guarda te parou porque avançou o sinal de novo! Esse mês seu salário vai todo em multas!

— E você que falou o nome do cemitério errado? Fomos parar do outro lado da cidade!

Ao entrarem na capela, benzeram-se e foram cumprimentar os parentes, demonstrando seus profundos sentimentos. O caixão estava fechado porque o corpo já estava cheirando mal.

— Viu, Gertrudes? Você me apressa tanto e nem sinal de enterro!

— Não sei... Tá estranho. Não vejo ninguém conhecido.

— Vai ver a esposa dele passou mal e a família saiu pra socorrê-la...

Nesse momento, um grupo de evangélicos chegou e começou uma oração. Aristeu e Gertrudes rezaram fervorosamente pela alma do falecido.

Quando chegou o momento do enterro, havia poucos homens para carregar o caixão, e Aristeu, prestativo, segurou uma das alças.

— Se é pra dar o último adeus ao meu amigo, eu faço questão de ajudar.

Gertrudes, com dores nos pés, preferiu não acompanhar e ficou esperando perto da capela. Aristeu, emocionado, seguiu até a cova, que ficava quase no final do cemitério.

Quando voltou, os olhos vermelhos de tanto chorar, encontrou Gertrudes de braços cruzados e cara fechada.

— Que foi agora, mulher?

Ela bufou.

— O que foi?! Com essa tua lerdeza, simplesmente: velaste, rezaste, enterraste e ainda carregaste o caixão do defunto errado! Teu amigo já foi enterrado há horas!

Aristeu arregalou os olhos.

— O quê?!

Gertrudes pegou a bolsa e saiu pisando duro.

— Se vira, porque eu vou embora de táxi! E, se for pra casa, dorme no sofá!

Aristeu ficou parado, tentando entender o que tinha acontecido.

— Mas... Mas... Ah, que droga!

E saiu correndo atrás de Gertrudes.


Fim


*ALEXANDRE M. BRITO* 


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SE NÃO TOMAR O AZULZINHO, NÃO TEM BRINCADEIRA.


SENÃO TOMAR O AZULZINHO NÃO TEM BRINCADEIRA

.Já fazia mais de mês que Aristeu não chegava junto com sua “patroa”. Haviam tido um arranca rabo e ficou um mal estar entre eles. Mas Aristeu já estava pensando em fazer uma nova investida, afinal, ninguém é de ferro, não é? Então comentou com um amigo:

- Minha mulher está me dando um gelo danado, não quer mais nada comigo.
- Aristeu você tem que tomar uma decisão. Lá em casa, mulher minha não se cria, não. – disse o amigo.
- É, afinal quem manda em casa sou eu...Que negócio é esse? Hoje ela entra nos eixos. – falou Aristeu.
E assim foi resmungando para casa.
- O coro vai comer se eu chegar em casa, fizer um carinho nela, e for rejeitado novamente. Ai dela se não deixar eu dormir em minha cama de novo.
Dessa vez Aristeu estava decidido, era tudo ou nada. Eitaomearretado, sô!
Em casa Gertrudes estava no tanque lavando as roupas, muito irritada, por sinal, porque as roupas de Aristeu estavam muito sujas, inclusive uma camisa estava com manchas de vômito.
- Ele não tem jeito. – dizia ela.
- Esse cara come e bebe demais, depois sobra pra mim.
Aristeu chegou decidido e cheio de amor para dar...foi andando de fininho até a área de serviço e agarrou a mulher por trás, sapecando também um beijo em seu cangote.
- Ai que susto, seu idiota! Sai fora com esse bafo de cana...
- Mas, mas, mas...
- Que mas, mas...já te falei, o dia que você comprar aquele remédio azulzinho, a gente conversa.
- Mas benzinho, eu não posso te dar um beijinho?
- Com esse bafo!? Você tem que parar de beber, ontem vomitou o banheiro todo.
Aristeu achou melhor se afastar porque a barra já estava pesando para o seu lado.
- Não foge, não! Vai lavar a louça e depois passar um pano no banheiro que ainda cheira muito a vômito.

Fim

ALEXANDRE M. BRITO